quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Alguma filosofia
O blog é um espaço para discussão não dogmática de filosofia, cultura e política. Um grito contra a mesmisse, o consenso castrador e a alienação simbólica que paira no cotidiano. Enfim, vale a pena começar o ano lendo-o.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Cara, veja isso!
The Christmas Story from St Paul's on Vimeo.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O Vampiro, de Charles Baudelaire

terça-feira, 30 de novembro de 2010
Seminario "Processo de Constituição"
TEXTO-ROTEIRO
TEXTO BÁSICO: JAPIASSU, Hilton
“Introdução às Ciências Humanas”
Análise de Epistemologia Histórica,
2ª ed. São Paulo, Letras & Letras, 1994, pp. 9-35
TEXTO DE APOIO: DUROZOI, Gerard e ROUSSEL, André
“Dicionário de Filosofia”
I. OBJETIVO DO SEMINÁRIO
Mostrar a evolução do conceito de Ciências Humanas ao longo da história e a sua relação com as Ciências Naturais.
II. TEMA DO TEXTO BÁSICO
O autor diz que os modelos propostos, oriundos das Ciências Naturais, são inaquados às Ciências Humanas. Por isto, afirma que nenhuma ciência em particular pode impor um modelo explicativo, de forma absoluta, às Ciências Humanas, nem constituir-se lugar de verificação destas disciplinas.
III. VISÃO DE CONJUNTO DO TEXTO BÁSICO
Hilton Japiassu escreve sobre o processo de constituição do conceito de Ciências Humanas, que está vinculado com a nova imagem do homem (resultado dos acontecimentos sociais), desenrolada a partir do Renascimento. De início, parecem um espectro das Ciências Naturais, que lhes “empresta” modelos de explicação. No entanto, verifica-se que as Ciências Humanas têm um estatuto próprio, diferente até da filosofia, pois tentam inventar um mundo novo, de ação, embora não desvinculado da interpretação.
IV. ESQUEMA GERAL DO TEXTO BÁSICO
Prefácio
Sumário-problema
1. Introdução
2. A fisiologia social de Saint-Simon
3. O positivismo de Comte
4. O positivismo de Durkheim
5. O indivíduo e a sociedade
6. O primado do oculto
7. A recusa da filosofia
V. CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEXTO BÁSICO
Introdução: O Renascimento e a visão antropocêntrica de mundo. Necessidade de uma Ciência do Homem.
As Ciências Humanas, agrupadas principalmente em torno da filosofia, se desenvolvem ao longo do tempo e mostram que devem ter modelos próprios, diferenciados das Ciências Naturais.
1. Histórico das Ciências Humanas.
1.1. Novo conceito de homem; dinamismo interno da vida social; validade das instituições; validade de certos fatos sociais (positivismo)
1.2. Surgimento dos ramos das Ciências Humanas
1.3. Recusa à filosofia.
VI. CONCEITOS BÁSICOS
Nova antropologia do Renascimento: libertária, ainda impregnada pelo dualismo corpo / espírito, abala antiga metafísica do homem. A filosofia toma como base o novo espírito do homem.
Leis: preceitos de ordem geral e impostos à observância de todos, referentes à constatação de fenômenos naturais ou sociais.
Positivismo: há condições de inteligibilidade próprias das Ciências Humanas, Dilthey então diz que é preciso descobrir sua contribuição positiva, para melhor compreensão dos homens e das coisas.
Ser de natureza: como ser vivo, homem é regido por leis biológicas.
Ser de cultura: como ser falante e edificador de uma civilização, introduz a cultura.
Antropologia: estudo das propriedades gerais e das leis da vida social e da cultura.
Descartes, Hegel e Kant: o ser da consciência sempre se manifesta como a norma e a verdade de ser.
Evolucionismo, marxismo e psicanálise: sujeito cognoscente é descentrado de si mesmo.
Fenômeno: atualidade dada à observação empírica efetiva, manifestando-se numa constatação.
Filosofia social: termo de Saint-Simon, criador da expressão “Ciência do Homem”. A unidade desta ciência é fornecida pelas energias de uma sociedade levada a se entender.
Sociologia: Comte converte a “física social” em “sociologia”, estudo dos fenômenos sociais como conjunto de efeitos naturais submetidos a leis, à maneira dos fenômenos físicos e biológicos.
Marcha para a unidade: Durkheim acredita que a humanidade ascende de idade em idade, rumo à unidade, basta criar uma moral da solidariedade.
Indivíduo e sociedade: foco no indivíduo, na sociedade, ou em ambos?
Inconsciente: natureza íntima tão desconhecida quanto a do mundo exterior; problema da mentira da consciência.
Eurocentrismo: Ciências Humanas surgiram no século XIX na Europa, que influenciou com seus modelos teóricos o resto do mundo.
VII. ROTEIRO DE LEITURA DO TEXTO BÁSICO
a-) Uma nova concepção de homem, no Renascimento, levanta um novo prisma sobre a problemática do conhecimento.
b-) Os modelos das Ciências Naturais ainda servem como paradigma para explicar os novos campos de conhecimento.
c-) Tentativa de superar a dependência dos modelos das Ciências Naturais.
d-) O positivismo e a retomada dos modelos das Ciências Naturais.
e-) Reconhecimento das Ciências Humanas e sua ramificação em decorrência das profundas transformações sociais, econômicas e políticas, da Europa do século XIX.
f-) As Ciências Humanas, calcadas na historicidade, distanciam-se da filosofia, por serem mais observadoras e “mais científicas” e tentarem criar um mundo novo: o mundo da ação.
VIII. ORIENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
JAPIASSU, Hilton. Introdução às ciências humanas. Análise de epistemologia histórica. 2ª ed. São Paulo, Letras & Letras, 1994, pp. 9-28.
DUROZOI, Gerard e ROUSSEL, André. Dicionário de Filosofia. 2ª ed. Campinas, Papirus, 1996, p. 80.
sábado, 6 de novembro de 2010
Rocky (Remi Gaillard)
Creio que é uma das coisas mais hilariantes que já vi na minha vida. Mas dá até vontade de fazer um treinamento a la Remi Gaillard, só para dar umas boas risadas. No entanto, tome cuidado, ein. Você estará sujeito a sérias lesões corporais, no mínimo...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Das Beste - Silbermond

und er trägt deinen Namen
so wunderschön und wertvoll,
von keinem Geld der Welt zu bezahlen
Du schläfst neben mir ein,
ich könnt' dich die ganze Nacht betrachten
Seh'n wie du schläfst, hör'n wie du atmest,
bis wir am morgen erwachen
Du hast es wieder einmal geschafft,
mir den Atem zu rauben
Wenn du neben mir liegst,
dann kann ich es kaum glauben,
dass jemand wie ich, sowas Schönes wie dich, verdient hat
Refrain:
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
Vergess' den Rest der Welt,
wenn du bei mir bist
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
ich sag's dir viel zu selten,
es ist schön, dass es dich gibt
Strophe:
Dein Lachen macht süchtig,
fast so als wär' es nicht von dieser Erde
auch wenn deine Nähe Gift wär',
ich würd bei dir sein,
solange bis ich sterbe
Dein Verlassen würde Welten zerstör'n,
doch daran will ich nicht denken
Viel zu schön ist es mit dir,
wenn wir uns gegenseitig Liebe schenken
Betank mich mit Kraft
Nimm mir Zweifel von den Augen
Erzähl' mir 1.000 Lügen, ich würd' sie dir alle glauben
Doch ein Zweifel bleibt,
dass ich, jemand wie dich, verdient hab'
Refrain:
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
Vergess' den Rest der Welt,
wenn du bei mir bist
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
ich sag's dir viel zu selten
es ist schön, dass es dich gibt'
Strophe:
Wenn sich mein Leben überschlägt,
bist du die Ruhe und die Zuflucht
Weil alles was du mir gibst,
einfach so unenendlich gut tut
Wenn ich rastlos bin, bist du die Reise ohne Ende
deshalb lege ich meine kleine, große Welt in deine schützenden Hände
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
Vergess' den Rest der Welt,
wenn du bei mir bist
Du bist das Beste was mir je passiert ist
es tut so gut wie du mich liebst
Ich sag's dir viel zu selten,
es ist schön, dass es dich gibt'
Ich sag's dir viel zu selten, es ist schön, dass es dich gibt
Tradução
Encontrei um tesouro
E ele tem o seu nome
Tão bonito e mais valioso
Que todo o dinheiro do mundo
Você adormece ao meu lado
Posso ficar a noite toda te olhando
Te ver dormir, te ouvir respirar
Até que acordemos de manhã
Você conseguiu de novo tirar meu fôlego
Quando você se deita a meu lado
Eu mal posso acreditar
Que alguém como eu
Mereça alguém tão bonito como você
Refrão:
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu esqueço o resto do mundo
Quando você está comigo
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu te digo muito pouco
Que é maravilhoso você existir
Estrofe:
O seu sorriso vicia
Como se não fosse dessa Terra
Mesmo se ficar perto de você
Fosse um veneno
Eu ficaria ao seu lado até morrer
A sua partida destruiria mundos
Mas eu não quero pensar nisso
É lindo demais estar com você
Quando nos oferecemos o nosso amor
Me fortaleça
Tire as dúvidas de meus olhos
Conte-me mil mentiras, eu acreditaria em todas
Ainda assim permanece uma dúvida
A de que eu mereça uma pessoa como você
Refrão:
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu esqueço o resto do mundo
Quando você está comigo
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu te digo muito pouco
Que é maravilhoso você existir
Quando minha vida fica de pernas pro ar
Você é minha paz e refúgio
Porque tudo o que você me dá
Faz eu me sentir infinitamente bem
Quando estou inquieta
Você é a viagem sem fim e por isso
Eu ponho este meu pequeno grande mundo nas suas mãos protetoras
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu esqueço o resto do mundo
Quando você está comigo
Você é a melhor coisa que já me aconteceu
Me faz tão bem a maneira com que você me ama
Eu te digo muito pouco
Que é maravilhoso você existir
Eu te digo muito pouco que é maravilhoso você existir
Remédio de alguém

Ei tu? Onde está o meu amor que me roubaste e vendeste para outrem?
Não tens vergonha, moça? Isso não se faz, nem para um padre, nem para um rapaz!
Sentas sempre ao meu lado e aí, vêm a formigar as pernas e os braços, os lábios mordiscam silenciosos um rabisco de um beijo, complementado por um abraço.
Porém, o sujeito ao meu lado diz asneiras que me deixam desconcertado.
Onde já se viu falar tanta baixaria perto da minha donzela?
Que coisa, que infâmia, que falta de senso na cabeça oca desta ariranha!
Não mais permitirei esta ofensa, pois minha dama, ao meu lado, não merece ouvir tanta desconsideração. Mundo moderno, costumes pervertidos!
O que me diriam, então, deste voyeur intrometido?
Sai daqui, seu sacripanta, vai logo, antes que meu amor me espanta!
E tu, que me apoderaste por completo, onde está a tua deixa?
Fazes isto tudo por esporte ou tenho chance de me dar bem, sem nenhuma queixa?
Teu olhar, vago e morno, como as noites de primavera em seu contorno, que pelo simples exalar do orvalho me deixariam de todo extasiado.
Queria apenas que me desses uma resposta, bem certeira, bem criteriosa.
Que tipo de coisa é essa que a gente sente, do interior para o exterior, que faz a gente dar risada por qualquer coisa ou, ainda, sofrer com indiferença?
Este é um tipo de doença da qual não gostaria nunca de ser salvo.
Pois se o meu olhar de peixe morto, meu queixo caído, o tremor repentino do meu corpo confirmam o que vem de dentro, o diagnóstico é simples, puro e fidedigno, não se trata de cólera, malária ou febre morbo. É paixão aguda, com amor crônico, então, está na hora de arranjar o remédio, mais que depressa, já que a vida prega peças.
Os doutores, diplomados com roupa branca e tudo, dizem um monte de coisas, mas sei que para me curar, preciso de coisas simples: um beijo, um abraço e um calor.
Estas três coisas se resumem numa outra ainda mais feliz, o teu amor.
Enquanto estiver longe de ti e da tua chama, ficarei doente, fadado a esmorecer, como um moribundo, cruzando as terras deste e do outro mundo.
Por isso, peço a ti tua presença, mais que tua bênção, para que possamos aplacar juntos esta doença, da qual, se eu for feliz, padeces dos mesmos sintomas.
E quando nos beijarmos a cura virá repentinamente, mas nossa saúde ficará viciada no puro e imaculado que é o nosso amor! Este é o nosso remédio de alguém, que cura, sem enjoar, graças a Deus, amém!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Resenha do livro História sem fim

Quem se lembra do filme "A história sem fim"? Eu assisti quando era criança. Não sabia que tinha um livro que deu origem ao filme. É sobre esse livro que minha amiga Georgiana Calimeris escreveu uma resenha, publicada na Revista Eletrônica de Psicologia do Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB).
Confira o texto completo: http://www.iesb.br/repiesb/filmes_e_livros/2010_2/fl1_v2_n4_out_2010.htm
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Anúncio classificado

Decidi tornar pública a minha procura, pois há de muito que sua falta me desalenta.
Antes, batia de porta em porta, estorvando o sono e a paciência dos outros:
“Ô, de casa, alguém aí tem uma musa para mim.”
Quase parei na cadeia, com passagem pelo hospício, embora não tenha feito nenhum
Malefício. Mas uma ou outra alma caridosa ainda me atendia: “Como é tal moça que o
Senhor procura.” Minha resposta era curta e absurda: “Não sei. Se soubesse como ela
É, não lhe estaria procurando.”
Cheio de bolha nos pés e com as orelhas vermelhas de tapões e xingamentos, tomei
Uma medida prática. Fui ao jornal e decidi fazer um anúncio classificado:
Procuro uma musa que possa colorir meus sonhos e fique ao meu lado nas noites
Mais frias de verão.
Procuro uma musa que me faça escrever letras de amor, contando a nossa odisséia
De vitória sobre esta corja de burros.
Procuro uma musa alegre, de olhar sincero a quem eu possa amar, como nunca fiz
Antes.
Na porta do jornal, o texto estava decorado na cabeça. Tinha que resumir um
Pouquinho porque o meu bolso não podia com tantas letrinhas de amor.
Então, assim ficou:
Procuro uma musa para sempre e eternamente, que me inspire a todo instante !
Ainda meio ressabiado, virei meia-volta e dei um giro pela praça.
Perguntei a uma moça o que ela achava sobre o que tinha escrito.
“Se você me pagar, posso fazer tudo isso.”
Agradeci, mas recusei. Afinal, amor pago é mal remunerado.
Pedi opinião ao menino sujo e extrovertido. Ele disse:
“O que é musa, moço ? É de comer.”
Dei-lhe umas moedas e fui procurar outra opinião.
Um sujeito com nariz em pé, com bloco de papel na mão e caneta no bolso da camisa,
Que se dizia jornalista, mesmo sem ter capacidade para isso, falou:
“Um texto jornalístico não deve terminar com sinal de exclamação !”
“Eu sei, bocó. Mas isto é um anúncio classificado.”
E continuei a perambular. Para esses tipos, José Saramago é um vinho tinto português,
Muito saboroso, por sinal. Oras bolas; minhas bolas, carambolas !
Parei de coletar palpites. Mesmo porque o “eu acho” dos outros nunca é bom para a
Gente, ainda mais quando proferido por incoerentes.
Passei pela catedral, falando em voz alta:
Procuro uma musa ! Procuro uma musa que me seduza !
O padre celebrava a missa. Empolgado por esse amor oculto, adentrei o recinto e
Gritei como se fosse soltar meus pulmões:
Ei, alguém aí dentro tem uma musa ! Procuro uma musa !
As carolas ficaram brancas de susto e silêncio e o padre liderou o coral: Blasfêmia.
Saí e corri, tropecei e caí. Não estava nem aí.
Mesmo sujo e com os joelhos ralados, entrei no jornal.
Procurei nos bolsos, mas só encontrei os buracos e as merrecas com que pagaria
Aquele anúncio classificado. Tinha perdido o papel de ode à musa.
Pasmado com um nó no coração, segurei os cabelos, como se fosse arrancá-los.
Recuperei a calma e entrei de novo no jornal, fui ao balcão embaixo da placa em que
Estava escrito “Classificados”. Tudo bonito, bem informatizado.
“Queria fazer um anúncio classificado.”
“Qual é a mensagem e qual seção em que vai ficar ?”
“Moça, você tem namorado ?”
“Não, por que o senhor pergunta ?”
“Por nada, moça. Por nada.”
O gordo que estava atrás de mim, na fila, estava impaciente e me deu um ultimato.
Contei que ainda não tinha feito o anúncio classificado.
“Vou pensar e já volto”, falei e voltei para o fim da fila, que estava grande.
Lá pelo meio da fila, surgiu outra idéia, que foi amadurecendo durante o desenrolar
Dos minutos. Com as roupas sujas e o fedor da procura, os meus sucessores da fila
Desistiram do que vieram fazer. Assim, eu era sempre o último da fila.
A moça do balcão percebeu e ficou diferente. Coitada, pensei. Deve estar brava
Comigo. Chegou a minha vez novamente, indaguei-lhe o nome.
“Musa”, respondeu-me. Naquele exato instante, encontrei o pedaço de papel com a
Mensagem. Rasguei-o e joguei-o disfarçadamente.
A musa estava ali e não havia mais motivo para fazer aquele anúncio classificado.
“O que você vai fazer hoje à noite, depois do expediente ?”
domingo, 10 de outubro de 2010
Direito Constitucional aplicado à profissão: direitos fundamentais como base da ordem normativa de condutas profissionais e dos códigos de ética

Este texto versa de maneira sucinta sobre a utilização do Direito Constitucional, principalmente no tocante aos Direitos Fundamentais, no contexto empresarial e a relação da ordem jurídica com a deontologia profissional. Não pretendemos versar profundamente sobre um assunto extremamente vasto e complexo, mas tão-somente apresentar os principais conceitos e tentar, de certa forma, associá-los ao cotidiano profissional empresarial. Em função de tal intento, não temos ímpetos de inovar doutrinariamente com relação ao tema proposto, apenas introduzir os temas e, porventura, despertar a curiosidade para uma leitura e pesquisa mais profundas a respeito. Para fins didáticos, este texto foi dividido em dois capítulos.
Em "I – Os Direitos Fundamentais e o Cotidiano Profissional", introduziremos o conceito de ordem jurídica e de norma fundamental, que deve ser seguida em todas as instâncias deontológicas, sejam a partir de atos legais ou infra-legais, resguardando e implementando os Direitos Fundamentais, também objeto deste capítulo.
Em "II – Deontologia Profissional e Códigos de Ética", tentaremos conectar os princípios constitucionais e os dispositivos legais como diretrizes para a elaboração de normas de conduta para as empresas, além de expor um arcabouço teórico sobre o assunto.
Leia o texto completo: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6913
