Mostrando postagens com marcador cogito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cogito. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de julho de 2009

PENSO, LOGO EXISTO



René Descartes com certeza é um dos maiores pensadores do mundo moderno. Dedicou sua vida à busca da verdade, culminando numa construção teórico doutrinária, que ficou conhecida como racionalismo. Descartes tinha por costume utilizar a negação para, através, da razão constatar até mesmo aquilo que seria tido como óbvio para qualquer pessoa. Para ele, as pessoas deveriam desconfiar dos sentidos, pois o conhecimento deveria ser racionalmente verificado para ter alguma validade. Qual a razão disso? Os sentidos poderiam conter erros, induzindo as pessoas a falsas conclusões.

A própria existência humana não seria verificada por meio das ações, percepções, sentidos ou pela vida em si. Em Descartes, o raciocínio comprovaria a existência humana e mesmo a divina, numa nuance até mesmo poética. Descartes utiliza
a dedução, a inferência que vai do geral para o particular, para tirar as conclusões.

Numa delas, deduziu a existência de Deus a partir do “Cogito, ergo sum”. Era algo mais ou menos do tipo. Penso, logo existo. Penso e tenho pensamentos que, em regra, são imperfeitos. Afinal, os homens são imperfeitos. Eu sou um homem, logo sou imperfeito. Portanto, só poderia ter pensamentos imperfeitos.



Se a regra geral, os homens são imperfeitos e só podem pensar coisas imperfeitas, como há de se explicar um pensamento perfeito vindo de um homem? Um homem é imperfeito e só pode pensar coisas imperfeitas, portanto, não haveria de ter um pensamento perfeito. Qual é a explicação disso tudo?

O fato de pensar comprova a existência dos homens. Os homens pensam e existem, assim como eu penso e existo. Comprovo pelo pensamento, embora imperfeito igual o de todos os homens, que existem pensamentos perfeitos. Pela lógica, percebo claramente que o pensamento perfeito jamais poderia vir de um ser imperfeito como os homens, como eu.

Se eu penso, logo existo e penso algo que é perfeito. Esse algo perfeito que eu pensei não pode ter vindo de mim, que sou imperfeito. Esse pensamento perfeito só pode vir de alguém superior e perfeito, portanto, acima de mim. Assim, esse pensamento perfeito só pode vir de Deus.