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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Papel higiênico será usado no cálculo da inflação


IPCA, do IBGE, terá de incluir as variações dos custos também na região metropolitana de Sorocaba

SOROCABA (SP), 21 de abril de 2010 – O papel higiênico será incluído como item específico para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também vai pesquisar as variações de custos na região metropolitana de Sorocaba (SP). Isso será realizado caso Darth Vader ganhe as eleições presidenciais de 2010.

Metas de inflação

O IPCA, calculado mensalmente, é o índice oficial que o Governo Federal utiliza para a medição das metas de inflação. Inicialmente, foi instituído para corrigir as demonstrações financeiras das sociedades de capital aberto (empresas com ações negociadas em bolsa de valores).
Apesar de o papel higiênico poder ser inserido no tópico saúde e cuidados pessoais, entre os demais itens utilizados para a ponderação e cálculo do IPCA, Darth Vader considera extremamente importante que o produto seja mais valorizado. “O papel higiênico é o que separa os civilizados dos não civilizados”, diz.
Os tópicos ponderados para o cálculo do IPCA, por peso nos gastos, são alimentação (25,21%), transporte e comunicação (18,77%), despesas pessoais (15,68%), vestuário (12,49%), habitação (10,91%), saúde e cuidados pessoais (8,85%) e artigos de residência (8,09%).

Equipe econômica




De acordo com o presidenciável, a equipe econômica do atual Governo parece não saber disso, pois o fedor das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) indica o não uso de papel higiênico por parte dos irresponsáveis pela condução da política monetária. “No meu governo, todo presidente do Banco Central (BC) e ministro da Fazenda terá que usar obrigatoriamente papel higiênico. E, depois, bidê, para evitar resquícios”, assevera.
Atualmente, a pesquisa do IPCA é realizada em pessoas que ganham até 40 salários mínimos, nas regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, município de Goiânia e Distrito Federal. “Sorocaba não pode ficar fora dessa pesquisa”, afirma Vader. “Se eu não a incluir nos meus quatro anos de mandato, podem pedir meu impeachment.”
Darth Vader finaliza: “Minha equipe econômica não pode cometer fezes durante o exercício da função. Fora, tudo bem. Mas que use papel higiênico.”


Obs.: Este texto é uma sátira da realidade, não tem conexão com a verdade. É tudo ficção, mentirinha. É algo para se dar risada diante do absurdo que se apresenta a política. Apenas isso!

sábado, 20 de junho de 2009

De olhos puxados


Ter olhos puxados no Brasil é algo interessante. Desde criança, confundem-me com japoneses, chineses, coreanos, indonésios, vietnamitas, filipinos, entre outras nacionalidades do extremo oriente. É brasileiro nato quem nasce no Brasil. Nasci em Votorantim (SP) porque não tinha vagas em hospitais de Sorocaba (SP). Sou, portanto, brasileiro nato, porém, neto de japoneses.


Como descendente de japoneses, mantenho algumas tradições e alguns costumes, tal como frequentar a União Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Sorocaba (Ucens), ouvir algumas músicas e ver alguns filmes orientais. Conheço algumas palavras e expressões do idioma japonês, e nada mais.

Interessante notar que ainda tem gente que me considera um não-brasileiro, apesar de ter Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), carteira de identidade da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), emitidas por entidades nacionais.

Havia uma época em que me mandavam voltar para a minha terra. Minha terra? Matutava. Bom, eu não era e não sou proprietário de terras. Depois caiu a ficha. Mandavam-me voltar ao Japão. Mas como voltar ao Japão se eu nunca vim de lá? Mesmo que eu cometesse uma besteira federal não teria jeito de me “deportar”, “expulsar”, ou outra coisa do tipo, para lá, já que não tenho nacionalidade daquele país.

O preconceito, infelizmente, existe. E não é só contra os nipo-brasileiros, mas também contra os afro-brasileiros e demais minorias. Muito disso é por maldade, mas também tem muita falta de informação, que causa alguns episódios engraçados.

Quando estava no colegial (ensino médio), um rapaz de feições orientais entrou na sala e se sentou perto de mim. O cara ficou quieto, mudo. Puxei conversa, ele não me respondeu. Perguntei, em japonês, o nome dele. Novamente, ele não me respondeu.

Timidamente, ele disse que o seu nome era Ji Hyoung Woo, recentemente vindo de Seul, capital da Coréia do Sul. Apesar de o Japão e a Coréia do Sul terem travados conflitos no passado, nós dois tínhamos nada a ver com isso.

Começamos a conversar em português mesmo, depois formou um bolinho em nossa volta. O pessoal soube que ele era estrangeiro, aí, já viu. Meu novo amigo virou pop star. Chegou a professora e começou a se comunicar com ele por mímica, como se ele fosse surdo. Foi muito engraçado. Ela disse para mim: “Diz para ele que estamos à disposição para o que precisar.”

Eu olhei para ela meio pasmo. Talvez só pelo fato de ter olhos puxados, ela tinha pensado que eu sabia falar coreano. Respondi: “Mas eu não sei falar coreano, no máximo, algumas palavras e frases de japonês.” De repente, um silêncio geral.

Em outras ocasiões me faziam umas perguntas que eu respondia ironicamente, de modo sarcástico, como sempre faço. Sem querer faltar com respeito, mas só para dar risada mesmo:

Pergunta – Na sua família só pode casar com japonês?
Resposta – Não, porque eu gosto de mulher. Eu poderia me casar com japonesa, mas casar com outro homem no Brasil não pode. E se pudesse, mesmo que fosse com um japonês, acho que a minha família não ia aceitar. Não somos tão liberais assim.


Pergunta – Na sua casa vocês comem comida normal mesmo?
Resposta – Não, a gente come ração de cachorro.

Pergunta – Seu irmão é japonês também?
Resposta – Não. Ele é russo.


Pergunta – Fala alguma coisa em japonês.
Resposta – Alguma coisa em japonês.

Pergunta - Adoro a cultura e culinária do seu País. Qual prato, do seu País, você mais gosta?
Resposta número 1 - Não sei. Eu não como prato.
Resposta número 2 - Nossa, há vários pratos muito gostosos na culinária do meu País como feijoada, dobradinha e tutu de feijão. Mas eu, particularmente, adoro churrasco!

Pergunta – Que tipo de mulher você gosta?
Resposta – Mulher do sexo feminino.
Pergunta - Você é mestre em artes marciais?
Resposta - Não. Sou mestre em artes sexuais. Eu sou o sushi erótico! Se experimentar, sei que vai gostar! (a moça que ouviu isso nunca mais conversou comigo. Nem todo descendente de asiáticos é ninja, ou o gafanhoto do seriado "Kung Fu". rs rs rs)

Não sei se responder assim é grosseiro, porém, é bem legal. Eu dou muita risada, levo na brincadeira se me fazem essas perguntas. Espero que quem me ouça falar isso também me leve na brincadeira. Independentemente de etnia, cor de pele e religião, somos todos humanos. Corta o seu braço e eu corto o meu. O sangue que sairá é vermelho. Escrevi em sentido figurado, não vai pegar uma faca para fazer isso, ein.