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sábado, 28 de novembro de 2009

Sorocaba "obra aberta" - imagens que levam à contemplação





Sorocaba “obra aberta” – imagens que levam à contemplação é um livro instigante. O autor, Matheus Mazini Ramos (ver foto ao lado), mescla o acadêmico com a arte fotográfica, com nuances do seu olhar peculiar sobre, principalmente, o centro da cidade. O ambiente visual urbano sob sua perspectiva demonstra sensibilidade e atenção aos detalhes que muitas vezes, devido às correrias e alienações cotidianas, se deixa de lado, na sociedade pós-moderna.
O livro traz, no texto, teóricos como Roland Barthes, Phillipe Dubois e Walter Benjamin, e as fotografias de Mazini Ramos articulados em três capítulos. Em “Fotografia e arte: demarcando fronteiras”, discorre principalmente sobre a fotografia, desde seu início, com aquilo que se considera arte.
“A imagem que fere” versa sobre os conceitos de “studium” e “punctum” de Roland Barthes: “(...) há dois elementos copresentes na fotografia: o ‘studium’ e o ‘punctum’. O primeiro corresponde a uma espécie de afeto médio que o expectador experimenta e que o conduz a se interessar pela fotografia. Assim, o ‘studium’ não quer dizer ‘estudo’, mas as aplicação a alguma coisa, o gosto por alguém, uma espécie de investimento geral, ardoroso e sem acuidade particular. O ‘punctum’, o segundo elemento e que rompe com o ‘studium’, parte da cena como uma flecha e transpassa o espectador; na fotografia, ele é o acaso que punge, mortifica, fere. A palavra ou a frase que é acoplada às fotografias devem buscar o ‘punctum’, sob o olhar do autor.” (RAMOS, 2009, p. 28)
Já no terceiro capítulo, “Imagens que levam à contemplação”, Mazini ramos expõe apropriadamente as cenas urbanas devidamente filtradas pelo seu fantástico arsenal teórico.
Trata-se de um livro de leitura agradável e de fácil compreensão, mesmo para aqueles não afeitos ao universo acadêmico, ou discussões estético-filosóficas e de teorias da comunicação. Quem adquiri-lo (ao preço de R$ 20,00), com certeza, não vai se arrepender. Basta entrar em contato pelo e-mail: sorocaba.obra.aberta@gmail.com . Aliás, conheça mais sobre o autor no site www.mmazini.com.br .
Referências bibliográficas
RAMOS, Matheus Mazini. Sorocaba "obra aberta" - imagens que levam à contemplação. Sorocaba: Paratodos, 2009.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Deus ex machina"


Se a razão consegue tudo explicar, decerto, há também de conseguir controlar aquilo que consegue explicar.
Se o mundo pode ser explicado, pode ser controlado, manipulado e distorcido a exemplo de uma imensa máquina.
Se o mundo não é explicado pela origem em Deus, o é como um imenso mecanismo. "Deus ex machina".



Crédito da foto: Roger Moko Yabiku

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Se essa rua, se essa rua fosse minha

Se essa rua, se essa rua fosse minha


Diz a popular cantiga de crianças:
"Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ela brilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes
Para o meu amor, para o meu amor passar
Nesta rua nesta, rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
E seu roubei, se eu roubei seu coração
É porque roubaste o meu também
Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque é porque te quero bem."

Como seria a rua dessa música? Quem sabe o cenário seja o da rua desta fotografia, em que a paz e a tranquilidade parecem nocautear com demasiada propriedade nossos cantos mais escuros e solitários?


Crédito da foto: Roger Moko Yabiku

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De volta à luz


Nossas vidas terrenas são apenas passagens pela matéria, pela luz mais densa e obscura que ofusca a verdade. Ao término da caminhada por este plano imperpétuo e carnal, nossas almas retornam para a luz sublime e quase imaterial que representa a paz e a totalidade de um mundo ideal, no qual tudo é perfeito e infalível.

Crédito da foto: Roger Moko Yabiku

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Invasão alienígena

Invasão alienígena

Nunca sabemos ao certo quem nos observa. Realmente, estamos sós no universo? A prepotência humana nos leva a crer que somos a espécie escolhida e eleita para conduzir os rumos do planeta. Mas e se as coisas não fossem bem assim? A perplexidade do olhar sobre o cotidiano seria deveras afetado com o impacto de uma invasão alienígena.
Crédito da foto: Roger Moko Yabiku

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fotos, mais fotos. Delírios!

Às vezes, fotografo. Tem vezes que sai coisa boa, tem vezes que não. Como tudo na vida. Creio que as fotos falam por si mesmas. Eis uma amostra.



Se essa rua, se essa rua fosse minha

Ao lado dos troncos.


Totalmente alucinado.


Ruínas em (des) construção.



Brilha, brilha estrelinha.
Crédito das fotos: Roger Moko Yabiku

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O olhar da insanidade

Foto: O reverso da fotossíntese


Fazia muito tempo que não tirava fotografias. Voltei a fazer isso. Mas precisava me reciclar. Fiz um curso com um fotógrafo muito bom daqui, Matheus Mazzini Ramos, que recentemente expôs sua arte na biblioteca da Universidade de Sorocaba (Uniso). "Show de bola", como se diz na gíria. Controle perfeito da técnica, com toques de sensibilidade notáveis.
Lembro-me das aulas de fotojornalismo com Nelson Chinalia, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), lá pelos idos de 1995. Eu me divertia muito. A gente tirava umas fotos comprometedoras e usava para tirar sarro da galera. Era tudo preto e branco, esquema analógico. Nada automático, era tudo manual. Na raça!
E qual o motivo de querer fotografar? Bom, deixe-me elocubrar. Viajar na maionese, em português bem claro. Quando somos adolescentes o sonho é ser fotógrafo da Playboy ou outra publicação erótico-pornográfica. Ou melhor ainda, ser o ajudante do fotógrafo que ajeita os biquinis e esfrega óleo nas modelos.
Erotismos à parte, a arte de fotografar não é tão simples assim. Tipo dar um clique e boas. Se for para tirar foto assim é o mesmo que ser um fotógrafo a la Organizações Tabajara. Senão, um fotógrafo das Organizações Capivara, do Sêo Creysson. "Eu agarantio." Aí, rolam aquelas poses quadradérrimas, típicas de santinhos de defunto. Melhor não, né.
Para tirar boas fotos há todo um procedimento. Toda uma "frescura", no bom sentido. Tem que saber lance de cores, velocidade e abertura de diafragma para controle de entrada de luz no buraquinho da câmera. Buraquinho da câmera, seu sem noção. Não pense pornografias!
Isso é muito legal. Precisava de um hobby, não um hobby azul, igual da Carla Perez. Porém, algo que me satisfizesse na alma. Algo que não acharia nos shopping centers ou no Mercado Livre.
"Something to believe in", como a música do Poison. Precisava vasculhar o meu cotidiano para dar vazão à insanidade contida. Afinal, ninguém é de ferro.
Coloquei uns breguetes, uns "birinaites", no meu Orkut, sob o título "O olhar da insanidade". Se quiser ver, acesse o link:
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=3698008354050941463&aid=1219863384 .

Por enquanto ainda não recebi convites para realizar fotos de nudez, sejam artísticas, ou não. Mas se você pensar em me fazer esse convite profissional, aviso logo de cara que só faço fotos de nudez de mulheres. E mulheres do sexo feminino (com dois cromossomos XX). E ponto final.