quinta-feira, 23 de julho de 2009

Liar Game - a moral reversa no jogo dos mentirosos


Na vida prática, temos máscaras sociais que utilizamos conforme nossas conveniências. Fingir ou dissimular parece ser mais regra que a exceção. Agir de modo honesto e correto, como manda o figurino, é coisa de “babaca”. Imagine-se numa situação em que quem sabe mentir melhor será o vencedor.

Agora, imagine uma pessoa totalmente honesta que é jogada no meio desse jogo de mentiras. Essa é a trama de “Liar Game”, o jogo dos mentirosos, uma minissérie japonesa baseada num mangá (revista em quadrinhos), veiculada pela TV Fuji de abril a junho de 2007.

A moça ingênua Nao Kanzaki, vivida por Erika Toda, recebe subitamente uma maleta com 100 milhões de ienes. Junto com ela, vem uma carta lhe informando que foi selecionada para o “Liar Game”. Na primeira rodada, ela enfrenta seu professor de infância. Aí que começam as decepções.

Nao pede auxílio a um psicólogo recém-liberto da prisão, Shin’ichi Akiyama (Shota Matsuda), profundo conhecedor do comportamento e do lado sombrio do ser humano. Akiyama foi preso por levar à bancarrota um grupo empresarial que tirou proveito da sua mãe - também extremamente honesta, como Nao - que preferiu cometer suicídio a deixar dívidas para ele. A dupla Akiyama e Kanzaki vive o thriller psicológico ao longo de 11 capítulos.





Nao é sempre surpreendida negativamente por ser muito boa. Ela é sempre xingada de “baka” (boba, idiota, em japonês) por ser aquilo que as pessoas dizem ser mas na verdade tiram sarro. Qual é a moral de hoje em dia? Aparentar ser bom, ou fingir ser bom e levar vantagem em tudo no final das contas?

A moral é relativa no tempo e no espaço. E a ética é a ciência, ou parte da filosofia, que estuda a moral. Aquilo que alguns consideram moral numa determinada época e região pode ser considerada imoral em outra época ou região.





Então, a moral no “Liar Game” era mentir, enganar, dissimular e se fazer vencedor, custasse o que custasse. Nao, a garota “boba e inocente”, no final das contas e naquele contexto, seria a imoral. A norma fundamental nesse jogo era ganhar, alicerçando-se no individualismo extremo, que levaria à violação de normas que, no mundo exterior, seriam consideradas como “morais”.A reflexão ético-filosófica não é tão fácil assim, né? O mundo está cada vez mais complicado. Está na hora de você começar a ler... Livros. Ou pensar muito bem naquilo que se está fazendo. Certo ou errado?

Um comentário:

Profª Jarcy Tania disse...

Curti. Lançou luzes!
Deveriam passar esta série nos canais abertos aqui no Brasil, em horário compatível para adolescentes assistirem.
Vivemos um mundo onde a ética é exercida as avessas.
Pena.
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